TRANSEPTAL PUNCTURE
We don’t lose time. We invest time.
Nos dias 15 e 16 de setembro de 2026, o CETEB Rio de Janeiro foi palco de mais uma experiência dedicada àquilo em que acreditamos: a melhor forma de preparar um intervencionista para procedimentos complexos é criar oportunidades para que ele possa estudar, praticar, repetir e discutir antes de estar diante do paciente real.
Durante o pré-congresso do PCR , a SIMULATICS reuniu especialistas e intervencionistas de diferentes países para uma imersão completa em punção transeptal — um procedimento que, embora faça parte da rotina da cardiologia estrutural contemporânea, exige domínio anatômico, orientação espacial, interpretação de imagem e, sobretudo, capacidade de tomada de decisão.
E foi justamente por isso que o treinamento começou muito antes da primeira punção.
DA ANATOMIA À PRÁTICA
A jornada começou com uma revisão anatômica em peças anatomicas reais, em formato wet lab, permitindo aos participantes revisitar de forma concreta as estruturas envolvidas na abordagem transeptal e compreender as relações anatômicas que, posteriormente, seriam reproduzidas nos diferentes ambientes de simulação.
A partir daí, o treinamento avançou para diferentes estações práticas, combinando simulação virtual e simuladores de bancada, criando oportunidades para repetir a técnica, testar diferentes estratégias, reconhecer dificuldades e discutir as decisões envolvidas em cada etapa do procedimento.
Porque uma punção transeptal não é apenas uma sequência de movimentos.
É reconhecer onde estamos. É entender onde queremos chegar. É escolher o ponto de punção. É interpretar a imagem. É controlar o dispositivo.
E, principalmente, é saber o que fazer quando a anatomia ou o procedimento não seguem exatamente aquilo que havíamos planejado.
TECNOLOGIA COMO PARTE DO PROCESSO
Outro ponto de destaque do treinamento foi a oportunidade de conhecer e utilizar tecnologias que podem atuar como ferramentas coadjuvantes durante a punção transeptal.
Entre elas, o NRG™ da Boston Scientific e o EchoNavigator da Philips, permitindo discutir como diferentes recursos tecnológicos podem contribuir para orientação, segurança e precisão durante procedimentos estruturais.
Mais do que apresentar dispositivos, a proposta foi compreender quando, por que e como utilizar essas ferramentas dentro do raciocínio intervencionista.
A tecnologia, nesse contexto, não substitui o conhecimento anatômico ou a experiência.
Ela amplia as possibilidades de treinamento e tomada de decisão.
UMA EXPERIÊNCIA INTERNACIONAL
O curso reuniu participantes de diferentes países, com alunos do Brasil, Montevidéu e Caracas, criando um ambiente naturalmente multicultural e favorecendo a troca de experiências entre diferentes realidades e escolas de cardiologia intervencionista.
Da mesma forma, a equipe de facilitadores refletiu esse caráter internacional.
Participaram do treinamento:
Adolfo Ferreiro, de Montevidéu;Estêvão Martins, do Rio de Janeiro;Hugo Zenalla, do México;Francesco Maisano, da Itália, remotamente;Vitor Vahle, de Sergipe;Eduardo Airas, do México;Luiz Felipe Monsanto, de Bragança Paulista;Márcio Siqueira, do Rio de Janeiro.
Essa diversidade foi parte essencial da experiência.
Diferentes anatomias, diferentes estratégias, diferentes experiências e diferentes maneiras de resolver um mesmo desafio.
Porque, em procedimentos complexos, muitas vezes existe mais de uma maneira adequada de chegar ao mesmo objetivo.
E é justamente na discussão dessas possibilidades que o aprendizado se torna mais rico.
“We don’t lose time in transeptal puncture. We invest time.”
Investimos tempo na anatomia.
Investimos tempo na imagem.
Investimos tempo na escolha do ponto de punção.
Investimos tempo na manipulação dos dispositivos.
Investimos tempo para repetir.
Para errar.
Para corrigir.
Para perguntar.
Para discutir.
Para tentar novamente.
Porque, quando estamos diante de um paciente real, aquele tempo de treinamento deixa de ser tempo gasto e passa a ser preparo.
O TREINAMENTO TERMINA. A EXPERIÊNCIA CONTINUA.
Ao final dos dois dias, mais do que uma técnica praticada, os participantes levaram consigo novas referências, estratégias e, principalmente, a oportunidade de ter enfrentado diferentes cenários em um ambiente seguro e controlado.
É esse o propósito da Simulation-Based Education: aproximar o treinamento da realidade, permitindo que habilidades técnicas e cognitivas sejam construídas através de prática deliberada, repetição e feedback.
A punção transeptal pode durar poucos minutos.
A preparação para realizá-la com segurança começa muito antes.
Treinar hoje para transformar os procedimentos de amanhã.
THIS IS #SIMULATIONBASED EDUCATION.




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